sábado, 17 de setembro de 2011

Às amigas da Velha Infância

Hoje tivemos mais uma edição do "Chá da Velha Infância". Desta vez o encontro foi aqui em casa. Faltou a Gisele que tinha um compromisso.

Adriana, nos fez uma surpresa singela e emocionante: um vídeo com a música "Impossível de Esquecer" com fotos de alguns dos nossos muito momentos juntas.

Chorei emocionada, pois temos um história com H (maiúsculo) e a cada dia sinto que apesar da lida do dia-a-dia, de cada uma ter sua família, da distância estamos mais próximas.

Sentimos a necessidade de nos vermos com mais frequência e a gente sempre acha que cada encontro foi curto demais.

A Isabel nos trouxe fotos da sua festa de 18 anos, e o vídeo da Dri comprovam a máxima de que somos como vinho, ou seja, quanto mais envelhecemos melhores ficamos.

A idade, além da maturidade nos traz também a leveza, leveza de quem já fez algo na vida, mas que ainda tem garra para querer mais e fazer acontecer, mas sem o senso de urgência de quando éramos jovens pois hoje damos mais valor ao saber viver.

Cada dia comprovo mais essa leveza, para mim e para as amigas da velha infância o que importa é viver em paz, harmonia, buscar a beleza e a felicidade das pequenas coisas, o valor da amizade.

Dedico a vocês Adriana, Gisele, Helena e Isabel: "A amizade, nem mesmo a força do tempo irá destruir, somos verdade...quero chorar o seu choro, quero sorrir seu sorriso, valeu por vocês existirem AMIGAS!

Amo vocês mais que brigadeiro de colher!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Minhas amigas, nossas conversas na esquina, nossas lembranças...

Quando tínha uns 16, 17 anos a nossa turma de meninas era unida, bem unida. A Adriana, Isabel Grande, Giselle e Helena.

A gente ficava às sextas e sábados na esquina da casa da Giselle, fizesse frio ou calor. No frio, além de nós o vinho são Tomé e uma pizza nos acompanhavam até de madrugada. No verão, geralmente uma Coca-Cola 2 litros e frango assado com pão. Tudo isso na esquina, com uma higiene duvidosa.

A gente falava sobre tudo: meninos, sonhos, o que tinha acontecido no Califórnia, enfim, a gente falava de tudo e não tínhamos segredos, ou pelo menos pensávamos que não tínhamos.

Muitas sextas-feiras elas iam esperar eu e a Adriana que vínhamos do cursinho e a parada na esquina era obrigatória.

Quando meus pais e irmãos viajavam e o Duda ia dormir fora, a gente fazia algumas reuniões em casa. A Isabel Grande fazia pizza, inclusive a massa. A gente comprava vinho e refrigerantes e em algumas ocasiões cerveja, mas a gente não gostava muito.

Alugávamos filmes, O Selvagem da Motocicleta, The Doors, O Selvagem da Motocicleta, O Selvagem da Motocicleta, porque tinha os atores mais lindos da época...tudo isso regado a vinho e pizza.

Depois dos filmes e da pizza a gente ia passar trotes para o exército. A gente perturbava os coitados dos soldados.

Perguntávamos se era do exército da salvação, pq a gente queria se doar, isso os deixava animadinhos e aí rolava conversa até.

A gente chegou a marcar encontros em shoppings, mas a gente era fogo de palha e nunca ia. Aí, numa outra sessão a gente ia encher outros soldados e a gente se divertia, e a gente era inocente e a gente era unida.

A vida de cada uma de nós tomou rumos diferentes, mas a gente mesmo com a vida louca procura não deixar essa leveza de nossa amizade passar. Periodicamente nos encontramos em chás, regados a tudo menos a chá e vamos lembrando de nossas peripécias, fazendo novas e sempre procurando não deixar nossa alegria de lado.

Amigas, amo cada igualmente mas cada uma tem uma particularidade que faz este amor prevalecer. A distância não diminui o amor nem a amizade. A gente percebe isso quando a gente se encontra.

Agora estou sorrindo por perceber que quando nos encontramos, voltamos a ser aquelas meninas da esquina e das sessões de filme e pizzas...

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Briga de gangues - Selvagens da Noite!

Faz um tempo que não escrevo. Meio sem tempo, pouca coragem, mas voltei!

Na adolescência, tínhamos uma turma grande e íamos todos os sábados à bailes, aos domingos nas matinês do Califórnia Dreams ou na Toco e às vezes na Contra-Mão.

Nesta época nossa turma era beeeemmmm grande, pois se juntaram à nós o pessoal da Mascote e com eles vieram Dilma e Delma, Laércio, Manezinho, Demo, enfim vários agregados.

Nossa turma como toda turma naquela época tinha uma richa com o pessoal que ia aos bailes da Spark Som "O som do momento". Tudo isso porque em nossa turma, meu irmão Duda - Dj Duda, meu primo Jair que até hoje tá na pegada e o Hilton, famoso Dentinho, Dj Mr. Ha. Mesmo com a richa entre as equipes, a gente frequentava os bailes deles e eles os nossos.

E a gente achava e era verdade, que o som dos meninos era muuuito melhor que dos chilenos da Spark Som.

Alguém lembra daquele filme "Selvagens da Noite" em que as gangues se encontram e a confusão é instalada?

Pois é, tivemos nosso momento Selvagens da Noite. Certa vez o Well (Marcão) arrumou uma briga com o pessoal da Spark Som e foi marcada uma reunião da nossa turma com a turma da Spark Som para resolver a parada.

O encontro foi marcado no estacionamento do Barateiro, hoje Compre Bem, numa quinta-feira às 20h00.

Nossos pais nem podiam imaginar este evento, mas minha mãe tem faro pra coisa errada e ficou de bituca ligada.

Fomos meninos e meninas armados com pedaços de pau e fomos chegando ao estacionamento por um lado e o outro pessoal por outro. Parecia cena de filme.

Os seguranças do Barateiro fecharam as portas e ninguém saía nem entrava. Tenho certeza que chamaram a polícia.

Mas como tudo em nossa época era leve, o nosso CONFRONTO, foi uma conversa entre o Well e o menino que ele tinha brigado, deram-se as mãos e graças a Deus ficou tudo bem com a promessa de respeito entre as turmas.

Cada turma virou as costas e foi embora. Quando a polícia chegou acho que já estávamos em casa. Ainda bem....

quinta-feira, 24 de março de 2011

Meus primos e eu

Nasci paulistana, mas meu coração é mineiro. Todas as vezes em que estive lá seja visitando minha família, ou a trabalho sinto que aquelas montanhas são o lugar onde eu sempre quis estar.

Como disse em post anterior, Minas fez parte de toda a minha infância, adolescência e sinto uma paz enorme todas as vezes que desembarco em Confins, mesmo sabendo que é a trabalho. Geralmente vou pela manhã, trabalho o dia todo em Betim depois volto. Só de receber o sol e a hospitalidade dos mineiros eu me sinto em casa. Sempre.

Tenho uma história triste, mas que me intriga até hoje. Tive muitos primos e alguns partiram muito cedo. Dois deles fizeram parte de minha infância, "com força". O Cláudio filho do tio Fernandinho, meu tio "cientista", e o Fernando filho da Tia Lita e que pôs pimenta na minha chupeta.

Tinha desde pequena alguns "pressentimentos" que mais tarde confirmei ser mediunidade. Esses meus dois primos eram alguns anos mais velhos que eu, mas pouca coisa e quando eu tinha uns 12 anos eu pressenti que eles iriam embora logo assim como eu.

Sempre falei destas coisas com minha avó Geny, converso com o Giba e também com meus irmãos do centro espírita o qual frequento.

Sempre disse à minha avó que eu, o Cláudio e o Fernando morreríamos entre os 30 e os 37 anos. Minha avó sempre me falava pra eu parar de pensar em "bubiça", mas este sentimento sempre esteve muito forte dentro de mim.

Até que um dia, meu primo Fernando se foi, depois foi meu primo Cláudio. Todo mundo que eu comentei sobre isso acha que é coincidência, mas eu não. Sempre tive a certeza disso, a única dúvida que tenho é o porque de eu estar aqui ainda. Às vezes comento este assunto com o Giba e ele faz graça dizendo que "apostou" na minha premonição, mas olha eu aqui até hoje...rsss

Estudo muito este assunto e até recebi algumas respostas, mas a energia do mundo sempre me fascinou. E o espiritismo lida somente com isso mesmo, a energia.

Eu tenho vontade de receber um sinal, uma mensagem de meus primos do porquê eu fiquei. Sei que eles tem a resposta.

Hoje me peguei lembrando de vocês dois, quando a gente tava em Monlevade. Vocês sempre rindo, aprontando. Saudade boa...amo vocês.

terça-feira, 15 de março de 2011

Meus primeiros bailes

Quando eu passei para o ginásio (5a. série), houve uma mudança bastante significativa. Antes tinha apenas um professor que nos ensinava várias matérias e na quinta série passamos a ter 7 matérias lecionadas por professores diferentes.

Todos os dias eram 5 aulas de 50 minutos e o horário era das 13:30 às 18:00 de segunda a quinta e glória a Deus, na sexta-feira, era das 13:30 às 17:18.

Muitos de minha sala já faziam parte da minha vida escolar desde a primeira série e vieram se juntar outros colegas queridos. Minha turma era a Mônica Massari, a Josefa, a Luciana Satie, a Silvana. Essas as mais próximas. Os meninos eram o Fernando, o Neneca, o Hélcio, o Márcio, o Alexandre. Também eram os mais próximos.

A maior e melhor lembrança desta época era que sempre às sextas-feiras, saíamos as 17:18 e a gente ia pra casa do Neneca, ele tirava o aparelho de som 3 em 1 para a garagem e a gente fazia bailinhos até as 18:00 e voltava para casa.

Detalhe, estes bailes eram somente de música lenta e a gente ficava lá por aproximadamente meia hora dançando dois pra lá e dois pra cá. A mãe dela trazia sempre uma jarra com água e copos, os meninos usavam uma vassoura e quando queriam dançar com uma das meninas que já estavam a bailar entregavam a vassoura ao menino que estava dançando com a gente e as meninas acabavam dançando com todos. Detalhe: todos leia-se 4 meninos.

Ali iniciava-se minha longa vida de bailes que amo até hoje mas vou com menos frequência. Afinal apesar do meu Amore também gostar, não temos mais paciência de ficar à noite toda num baile, numa balada.

Descobrimos agora baladas de sábado à tarde - das 14:00 às 22:00, ou seja, estamos voltando no tempo e frequentando matinee. É uma delícia, samba de raiz, cerveja, gente muito boa e ambiente familiar.

Xi, vou parar de escrever. Conversa mais de tiazinha essa, sô!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Que tempo bom, que não volta nunca mais!!!!!!!!!!!

À medida que a turma da rua ia crescendo, alguns de nós íamos estreitando nossos laços e eu, a Adriana e a Isabel estávamos sempre juntas aos meninos, Duda, Ciro, Vaguinho, Naninha, Dentinho, 1000thon, Carlindo, Américo, Well.

Os meninos começaram a trabalhar antes da gente, mas as meninas sempre arrumavam um dinheirinho pra sair com eles.

Íamos ao cinema Paramount, na Brigadeiro, ao cinema do Shopping Ibirapuera, íamos à Esfiha Chic (naquela época não existia Habib´s nem Mister Sheik).

Era sempre uma festa e a gente causava no Catarina (ônibus). Algumas vezes tivemos que descer em frente à delegacia 35, tamanha a bagunça e aí a gente ia embora a pé.

Em São Paulo existiam poucos Mc´Donalds e a gente uma vez foi ao Mc Castelinho na Paulista, ele foi o número 1 em são Paulo e hoje já não existe mais.

O Naninha dava aquelas risadas, o Duda e o Ciro enrolavam os canudos e depois batiam o dedo e eles estouravam e nós ficávamos assoprando os canudinhos pra fazer aquele barulhão.

Imagina o que pensavam os frequentadores vendo aquele bando de bagunceiros? Pensavam que a gente era um bando de sem educação.

A bagunça foi tanta que fomos convidados a nos retirar de lá. Adivinha como saímos? Fazendo mais bagunça ainda.

Às vezes também a gente ia comer no Bexiga, bairro italiano de SP, na cantina Lazarella. A gente enfrentava fila pra entrar, mas valia a pena. Lá era um típica cantina, com salames, fitas coloridas, queijos, e muitas bugigangas penduradas. Ainda tinha o pessoal que vinha cantar em nossa mesa, batíamos palmas. Enfim a gente teve ujma adolescência bem saudável.

Ninguém bebia, era só refrigerante. Depois a gente ficava na frente do tradicional Café Piu-Piu vendo o movimento daquela "festa estranha, com gente esquisita".

Comíamos cachorro quente na barraquinha. É mesmo depois de encher as panças na cantina, sobrava um ladinho pro cachorro-quente.

E depois íamos nós andando até a Brigadeiro, para pegar o último Catarina e torcer para que o motorista não se irritasse com a bagunça e nos deixasse na 35.

"Que tempo bom...que não volta nunca mais"

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Introspecção

Hoje, particularmente, estou num dia de introspecção daqueles bem bravos, pensando em várias coisas e com vontade de escrever tudo o que estou sentindo.

Quando tiver um ou mais filhos, quero criá-los como mãe mas de forma que eles sejam meus amigos, que compartilhem comigo suas dúvidas, suas certezas, suas angústias, suas alegrias, descobertas, etc.

Creio que não serei uma mãe permissiva, gosto de limites e acho-os necessários, mas sempre respeitando o jeito de ser de cada um.

Quero ser uma mãe carinhosa, que acolhe, que escuta, que brinca e desta forma, quero que eles não me escondam o que se passa com eles, pois acredito que o pior sentimento que um filho pode ter a respeito de uma mãe é o medo e a desconfiança.

Também acho que deve ser difícil criar filhos, pois como diz o ditado "Os dedos da mão não são iguais, imagine os filhos". É um grande desafio, mas creio que a mãe enxerga as diferenças, respeita, orienta e acima de tudo AMA seus filhos independente de suas diferenças.

Acredito que com todas estas diferenças, um dos fatores fundamentais de uma família é a união, o amicismo entre os pais e filhos. Uma mãe nunca deve incitar um filho contra outro.

Uma vez, vi dois irmãos brigando e a mãe ao invés de ignorar ou incitar os chamou, não gritou, conversou e frisou que eles tinham que ser amigos sempre. Os fez se abraçarem e se beijarem.

Achei muito bonito e caiu uma lágrima. Quero criar meus filhos assim!